Abaixo, coloquei o link para um post da jornalista Miriam Leitão, que finalmente dá uma boa noticia: a de que o comércio bate recorde.
Mas parece que o faz ainda sem muita fé na boa notícia. Diz ela: "Perguntei a um dos coordenadores do IBGE, Nilo Macedo, como isto era possível dentro de um contexto de crise".
Isso explica o que está ocorrendo com parte da nossa imprensa. É o que psicólogos chamam de negação da realidade. Apesar de todos os sinais contraditórios, a pessoa insiste em acreditar na premissa, e não nos fatos. Eis o porquê da frase: "como isto é possível dentro de um contexto de crise".
Como os indicadores econômicos que já mencionei aqui, existem também 3 tipos de comentaristas e colunistas:
1. Os antecedentes;
2. Os concomitantes; e
3. Os subseqüentes.
Os comentaristas antecedentes são aqueles que antecipam os grandes fatos que irão acontecer, que nos dão o rumo, pelo menos em grandes pinceladas. Os detalhes vêm depois com os fatos, à medida em que se desenrolam. São os visionários, os que realmente fazem previsões valiosas, e que nos ajudam a viver e tomar as boas decisões. Seguem carreiras mais promissoras, muitos são empresários.
Os concomitantes são aqueles que relatam os grandes acontecimentos na medida em que se sucedem; são capazes de separar o joio do trigo e nos dar os fatos de verdade, e não o barulho, a notícia irrelevante. Não enxergam necessariamente o futuro, mas enxergam o presente, o que também não deixa de ser muito valioso.
E, finalmente, há os comentaristas subseqüentes, que só enxergam as coisas muito depois que elas aconteceram. Parece que são os últimos a saber, mas, mesmo assim, conseguem emprego. Mas, ao contrário do que se pensa, eles ou elas também acabam sendo úteis.
Quando finalmente enxergam os fatos, como, por exemplo, o fim da crise, é que, de fato, ela REALMENTE acabou. Aí você poderá ir em frente sem medo.
Você, estudante de jornalismo, almeje ser um jornalista concomitante. Esta é a sua função. Estude para entender a realidade e seja humilde; deixe os fatos orientarem a sua análise, e não os seus desejos e convicções.
Mas parece que o faz ainda sem muita fé na boa notícia. Diz ela: "Perguntei a um dos coordenadores do IBGE, Nilo Macedo, como isto era possível dentro de um contexto de crise".
Isso explica o que está ocorrendo com parte da nossa imprensa. É o que psicólogos chamam de negação da realidade. Apesar de todos os sinais contraditórios, a pessoa insiste em acreditar na premissa, e não nos fatos. Eis o porquê da frase: "como isto é possível dentro de um contexto de crise".
Como os indicadores econômicos que já mencionei aqui, existem também 3 tipos de comentaristas e colunistas:
1. Os antecedentes;
2. Os concomitantes; e
3. Os subseqüentes.
Os comentaristas antecedentes são aqueles que antecipam os grandes fatos que irão acontecer, que nos dão o rumo, pelo menos em grandes pinceladas. Os detalhes vêm depois com os fatos, à medida em que se desenrolam. São os visionários, os que realmente fazem previsões valiosas, e que nos ajudam a viver e tomar as boas decisões. Seguem carreiras mais promissoras, muitos são empresários.
Os concomitantes são aqueles que relatam os grandes acontecimentos na medida em que se sucedem; são capazes de separar o joio do trigo e nos dar os fatos de verdade, e não o barulho, a notícia irrelevante. Não enxergam necessariamente o futuro, mas enxergam o presente, o que também não deixa de ser muito valioso.
E, finalmente, há os comentaristas subseqüentes, que só enxergam as coisas muito depois que elas aconteceram. Parece que são os últimos a saber, mas, mesmo assim, conseguem emprego. Mas, ao contrário do que se pensa, eles ou elas também acabam sendo úteis.
Quando finalmente enxergam os fatos, como, por exemplo, o fim da crise, é que, de fato, ela REALMENTE acabou. Aí você poderá ir em frente sem medo.
Você, estudante de jornalismo, almeje ser um jornalista concomitante. Esta é a sua função. Estude para entender a realidade e seja humilde; deixe os fatos orientarem a sua análise, e não os seus desejos e convicções.
Comércio bate recorde, mas desacelera - Míriam Leitão: O Globo.